Antônio de Souza Filho
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Tiram-me de ti

Sinto que precisamos fechar algumas janelas,
O vento está soprando muito forte,
Nossa vela está se apagando.

Estão tirando-me de ti. É o que sinto.

Já não sou pra ti a primeira lembrança quando acordas
E nem mais a última quando vais dormir.
Isso me entristece.

Não somos mais o que antes parecíamos ser,
Nossas mãos se distanciam a cada minuto.

Aos poucos estamos nos esquecendo,
E isso eu não estou sendo capaz de evitar
Estamos nos dirigindo para ruas diferentes.

Nosso destino mostra-se confuso
Diferente das certezas que tínhamos
Quando juntos planejávamos.

Ainda sinto as mesmas coisas que sempre senti,
Mas não vejo em seus olhos
O mesmo brilho que acendia
A nossa chama de paixão.

Não somos assim e disso sabemos muito bem,
Precisamos voltar urgentemente para o nosso caminho
Ou nos perderemos para sempre.

Não somos de renunciar nossos valores por ego de ninguém,
Nem mesmo pelo nosso. Amamo-nos um ao outro,
Mas jamais deixaremos de amarmos a nós mesmos.

Um breve adeus é o que me parece que nos resta
É o que esta frieza nos trás
E está a nos mostrar.
António Souza
Enviado por António Souza em 20/08/2018
Alterado em 30/08/2018

Música: CORAÇÃO DE PAPEL - - LUISA POSSI -

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