Antônio de Souza Filho
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Desalento

Há tempos que nada sai de mim senão um canto triste, o sol que iluminava as ruas do meu coração aos poucos está sumindo, eu sinto falta da mão invisível que me apontava o caminho, estou sem rumo e sem motivação para seguir mesmo sem saber para onde.

Hoje é apenas mais um dia de distancia que se formou entre mim e tudo que me fazia feliz, a cada hora torna-se mais remota a possibilidade de ver um novo riso de alegria no rosto de quem o tempo está levando e que me fazia tão bem.

As manhãs estão sem graça e a tarde passa sem que eu perceba, somente a noite parece ter forma, embora longa escura insone e desalenta. Não me vejo mais nas madrugadas com meus pensamentos criativos e surpreendentes, estou afinando num mundo desconhecido da solidão com medo de me acostumar e ser triste até a morte.

O que fazer comigo eu me pergunto não quero ser triste, preciso encontrar a alegria perdida.

Os bares estão cheios, em cada esquina tem uma atração a mais, a cidade está festiva, a primavera chegou, está tudo lindo, ainda assim nada me alegra.

E tudo isso por minha culpa, minha máxima culpa.
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António Souza
Enviado por António Souza em 24/09/2018
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