Antônio de Souza Filho
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Ausência de mim

De repente me vejo assim, um pontinho marcado
Num mapa do Norte no meio a tantos outros...
Percebo que estou e sempre estive enganado,
Sozinho, iludido, totalmente parado.

De repente me dou conta dos males que fiz
Na busca incessante, atrás de algo pra ser feliz.
Sinto no peito o vazio que nunca foi preenchido
Por não conter o medo de ser ferido

De repente acordo sem querer saber
Se chove ou faz sol, por não ter pra onde ir
E nem a menor vontade de nada sentir.

Ouço os soluços, de tantas pessoas que fiz sofrer...
Por não corresponder a sentimentos que afirmavam
terem por mim e nem quis saber.

De repente meu mundo escureceu dentro de mim,
Não vejo e nem me interessa se no meu jardim
as flores murcharam e não existe mais
o cheiro de jasmim.

Sinto vontade de voltar no tempo e me descobrir.
Torturo-me querendo pedir perdão de tanta gente
Por reconhecer que fui insano um demente
Que a todos só soube iludir.

De repente reconheço os erros meus
Entrego-me sem fiança ao sofrer
Requeiro as mais duras penas
Por não saber o meu querer.

Não quero incertezas assim
Sinto que preciso fazer algo,
Pra expulsar essa tristeza
Que se abateu dentro de mim.

__________________
António Souza
Enviado por António Souza em 05/11/2018
Alterado em 05/11/2018

Música: Mi eterno amor secreto - Marco Antonio Solis

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