Antônio de Souza Filho
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Trocando o tapete
(Crônicas/Reflexão)
 
Embora seja apenas um passar de noite como tantas outras, para o mundo civilizado, não. É fim de ciclo é ano novo são histórias findas e outras a começar num catálogo próprio. Justo, portanto, que haja no mínimo uma reflexão. Posto que mudar o que passou, salvo engano, ninguém pode, senão Deus.
 
Para Chico Xavier: “Você não pode voltar atrás e fazer um novo começo, mas você pode começar agora e fazer um novo fim”, inclina-me a concordar e até acrescer no termo da continuidade de certas coisas. É onde entra a reflexão, quando podemos mexer em algo e mudar para melhor.
 
O ano em despedida, eu não sei para quem foi bom, talvez a bem poucos, todavia no balanço geral temos que admitir se estamos vivos já é um grande feito, se não estamos doentes e ainda com força para trabalhar melhor ainda, mas isso é personal cabe a cada um dizer como foi e prognosticar o próximo passo no ano novo.
 
Creio que somos unânimes em alguns aspectos da vida pública, um ano insólito, uma dose venenosa de cada coisa, greve parando o país e causando desgraças, copa do mundo frustrante, embora trazendo de volta certo patriotismo há tempos esquecido, prisões de deuses pra uns e demônios para outros, tristezas com a corrupção, por outro lado eleições majoritárias trazendo esperanças de dias melhores e o grande recado da população que parece ter despertado pro voto. Isso é bom.
 
Na minha vida pessoal as perdas foram grandes, irreparáveis a morte lançou mão da minha irmã querida, ombro em que várias vezes sufoquei o meu pranto; frustrações no mundo afetivo, desde a familiar até as consideradas que aqui não convém falar. Também tive os meus dias de cão, chorei, esperneei, mas me acalmei engoli o choro sacudi a toalha e fui em frente. Provavelmente da minha varanda não veja mais o mesmo jardim com as mesmas flores, precisarei cultivar outras, um sonho perdido não significa que as noites se irão com ele. Viver é preciso.
 
Entrementes, no campo profissional entre dores e risos vislumbrei algumas vitórias, mesmo a despeito de terceiros que fazem o nosso mundo do sorrir e do chorar. Deu-me, portanto, no retrospecto, e no coeficiente generalizado de anos passados um advanced que me estimula a caminhada, pra onde até aqui ainda não sei, espero neste novo descortino realizar alguns sonhos acalentados, minha viagem pela Europa, meu mercedes conversível, além, claro, ser Juiz de direito, se concurso houver. O que eu sei é que ainda que a sorte me traia e puxe o tapete estarei pronto e preparado e se a morte ousar saibam morrerei atirando.
 
Não tenho conselhos a dar, até porque me acostumei a cobrar por isso por força da profissão, não quero hipocrisar o momento, mas o desejo é ardente e de coração para que todos tenham sucesso no novel ano que se inicia e encontrem-se naquilo que mais desejarem. O importante será vencer as areias da ampulheta do tempo. Coragem!
 
Por fim, minha amiga e meu amigo, leitores de sempre e passantes paginários, espero que o ano agonizante tenha sido ótimo pra você e peço a Deus que o Ano Novo seja o encontro de teus desejos com a concretude, que teu lar seja farto de alimentos e de boas aventuranças para o corpo e para o espírito, que a saúde campei, que haja paz e o amor seja pleno e eterno a ti e aos teus, até o último de tua geração.
 
Deus te Abençoe!
 
Feliz Ano Novo!
 
Alvíssaras 2019!!!
António Souza
Enviado por António Souza em 31/12/2018
Alterado em 31/12/2018
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