Quando o amor de um acaba
Resta pro outro a desolação
A vela se apaga
Tudo se torna escuridão
A saudade invade o dia
É tão triste, nada trás alegria
A noite se torna imensidão
Às lembranças, estraçalham o coração.
Ah, se pra ambos fosse igual;
Se rápido pudessem esquecer
Ninguém teria que sofrer
Não doeria tanto, não faria tão mal;
Não, não basta compreensão;
Nada compensa a perda d’um amor
A ferida demora sarar
Não há remédio para essa dor
Um novo alguém é a esperança
Para a tristeza acabar, nova aliança, será?
Mas é tão difícil esquecer e crer
Que tudo um dia vai mudar
Alguém, sempre vai chorar!
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Antônio Souza
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Registro com imenso prazer a bela interação do Mestre e amigo Poeta: