Ausência de mim
De repente me vejo assim,
um pontinho marcado
Num mapa do Norte
no meio a tantos outros...
Percebo que estou
e sempre estive enganado,
sozinho, iludido, totalmente parado.
De repente me dou conta
dos males que fiz
na busca incessante,
atrás de algo pra ser feliz.
Sinto no peito o vazio
que nunca foi preenchido
por não conter o medo de ser ferido
De repente acordo
sem querer saber
se chove ou faz sol,
por não ter pra onde ir
e nem a menor vontade de nada sentir.
Ouço os soluços,
de tantas pessoas que fiz sofrer...
por não corresponder
a sentimentos que afirmavam
terem por mim e nem quis saber.
De repente
meu mundo
escureceu
dentro de mim,
Não vejo e nem me interessa
se no meu jardim
as flores murcharam
e não existe mais o cheiro de jasmim.
Sinto vontade
de voltar no tempo e me descobrir
torturo-me querendo
pedir perdão de tanta gente
Por reconhecer
que fui insano
um demente
Que a todos só soube iludir.
De repente
reconheço os erros meus
entrego-me sem fiança ao sofrer
Requeiro as mais duras penas
por não saber o meu querer.
Não quero incertezas assim
sinto que preciso fazer algo,
Pra expulsar essa tristeza
Que se abateu dentro de mim.
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Antônio Souza
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Interação do nobre amigo
e grande Poeta:
31/01/2019 19:11 - POETA OLAVO
"ENQUANTO HOUVER UMA SEMENTE,
SEMPRE HAVERÁ UMA ESPERANÇA,
A PLANTA SÓ NASCE PRA GENTE,
QUE PERSEGUE VIVER E NÃO SE CANSA."
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