Ainda que as ondas do mar Te arraste para o infinito
Lá onde o vento e as águas
Se combinam com forte grito
Nem assim deixarei de te amar
Criastes em mim dependências
Que o tempo não destrói
O fogo não abranda carências
Deste amor que só maravilhas constrói
Moveste-me para ti como a ventania Soprando a intimidade dos arvoredos
Fizeste-me escravo da tua sangria
Erguestes ao meu redor altos rochedos Ensinaste-me fazer do amor tua mania
São teus todos os meus dias Do alvorecer às noites quentes ou frias Já não me tenho mais, és minha bula És linimento da minha medula E unguento suave que me sacia
Ter-te comigo é mais que prazer É pisar terra firme sonhar acordado É dormir tranquilo e descansado É ver com alegria um novo amanhecer É saber que sem ti não consigo viver
És meu sol minha chuva Minha casa meu jardim florido