E quando o Sol se põe
O meu peito toca flauta
Meus pés doridos descansam
Meu corpo exausto se acalma
Minha mente flutua noutro espaço
As noites silentes me esperam
Elas sabem d’minhas comédias
O que faço e como sempre as trato
Quase sempre tudo igual
A mesma reza o mesmo prato
O cãozinho comigo se alegra
Dividimos o mesmo teto
Eu o sirvo a comida rotineira
Ele me traz alegria do afeto
Brinca comigo e espera um abraço
Logo me ocupo ele não liga
Só quer ficar por perto, não briga
A chuva que cai e molha o sobrado
Trazem vontades em lençóis calados
Mais um dia findo que se torna passado