Antônio de Souza Filho
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Abrindo as cortinas
 
Sempre que chega essa data meu coração se enche de alegria, minha casa fica bonita, cheia de flores e as luzes de Natal piscam constantemente como se estivessem numa contagem regressiva, fico ansioso e me sinto feliz todos os dias...

Tenho a impressão que nesses dias minha mãe vem passar comigo, penso tanto nela e como ela gostava de brincar comigo quando criança.... Sim, eu era o chamego dela e ela o meu... eu só vivia segurando na saia dela... às vezes me brigava: - não puxa minha roupa! Eu soltava e olhava pra cima pro rosto dela. Depois também me brigava: - cadê tu menino? - eu segurava de novo na saia dela olhava pra cima com aquele meu buchão e dizia: - tô aqui mãe. Então ela me punha no colo, me apertava, cheirava meu cangote, me dava um monte de beijos... era tão legal! - Ela gostava de me arrumar... dizia que eu era um homenzinho bem bonitinho, eu ficava todo contente, embora soubesse que eu era feio pra caramba...

Ela me contava da importância que é o Natal, que eu deveria estar alegre sempre, pois um dia ela iria morrer, mas Jesus não. Ele iria estar comigo todos os dias, me protegendo e me amando como Ela me amava. Eu cresci assim, adorando Jesus e amando o Natal, não apenas pelas festas, pelas luzes, muito menos pelos presentes. Cresci consciente do que Ela me ensinou, que devemos ser humildes, amar as pessoas como a nós mesmos, respeitar os nossos semelhantes e praticar o bem, sempre..., pois foi por isso que Ele morreu de forma tão triste e violenta. Minha mãe se foi muito jovem, tinha apenas trinta e seis anos... como sofri com a sua falta, mas Cristo me acolheu me fez um Homem, hoje também tenho filhos e desde bem cedinho entreguei-os a Jesus... Eles também sabem a importância do Natal.

Daqui há mais uns dias já estaremos num outro calendário, mais um Natal terá passado, provavelmente nem tudo deu certo nesse ano que está findando, ou não foi como esperávamos que seria, mas a esperança se renova, é preciso manter a fé. Todos nós temos uma história pra contar, assim como eu e minha mãe você também tem a sua, pode não ser igual, mas sabe tem algo que lhe marcou durante a sua vida. O que precisamos saber é que, também fazemos histórias, pra nós mesmos e para outros que algum dia no futuro irá lembrar da gente, e a grande pergunta é: - estamos mesmo, fazendo a nossa parte?! Estamos renovando o espírito natalino?! Se estamos, ótimo! – Se não, é preciso abrir as cortinas que estão embaçando a nossa visão. O mundo será outro e bem melhor se assim o quisermos e lutarmos por isso.

Feliz Natal, meu amigo, minha amiga. Que Deus nos abençoe!
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Antônio Souza
(Mensagens)

www.antoniosouzaescritor.com
Antônio Souza
Enviado por Antônio Souza em 11/12/2019
Alterado em 11/12/2019
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