Antônio de Souza Filho
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O Finado Zé - A vingança de Damaris.
(Contos/Causos/Humor)
 
Nada de política, não é o Dirceu não... até que podia, mas não é.…, não... não... não! Trata-se do Zé marido da Damaris, também não é aquela não..., não... não...não. - Então... você deve estar pensando: - Lá vem leseira e eu digo: - né leseira não…, não... não...não... rsrsr...
 
 – Esse Zé era um cara do povo, pessoa comum, sem muita coisa que o glorificasse, morreu jovem, mas se destacou no lugar onde morava, entre os amigos e a vizinhança..., era gordinho, pra não dizer gordão ... rsrsr... mas muito engraçado; aliás todos gordinhos são legais, nunca conheci nenhum que não fosse, e são super divertidos, principalmente pra sair; - sim, com eles não tem essa de tristeza não, estando com a pança cheia, graça é o que não falta, é ou não é? Tenta lembrar aí, você?! Conhece algum gordinho triste, duvido!
 
A Damaris é que tinha um pé atrás com ele, não que a tratasse mal, não é isso... mas a coitadinha nunca saia de casa, ele pouco a chamava pros cantos onde ia, ela era fogosa, bem moreninha, também cheia de graça e ele tinha medo que algum espertalhão a roubasse de si... quando perguntavam por ela, ele dizia que tinha saído de casa muito cedo, tava muito escuro e não deu pra falar com ela, mas sempre levava chocolate pra ela, embora ela ficasse reclamando; Uma vez ela falou: - é, né Zé, tu só traz chocolate branco e tu sabe que eu gosto mais do preto... – é, eu sei amor, mas você come muito rápido, se eu te der o preto tu vais entrar pelos dedos... melhor não. Ela riu e saiu correndo atrás dele com a vassoura na mão e disse: - tu ainda me paga seu gorducho.
 
Eles se amavam, mas o Zé era meio descuidado com a comida, a Damaris é que fazia as compras pro almoço e jantar, com o dinheiro das costuras dela, mas quando ele chegava em casa a primeira coisa que fazia era ir pro quarto e chamava a bichinha... você pode imaginar, né... ela gostava, mas sempre dizia: -  tu esqueceu de novo o dinheiro das compras, isso aqui né janta não... pode passar a grana... ele ia e dava o dinheiro pra ela, tudo ficava bem... – certo dia ele chegou em casa Ela tava sentada em cima do fogão... antes que ele a chamasse pro quarto perguntou: - Que é que tu fazendo aí mulher, isso né sofá não... Ela respondeu: - Vou esquentar tua janta imoral... tu esqueceu de novo de deixar dinheiro e eu tava sem... tá lascado... eu comi na minha mãe, agora tu eu não sei não... mas vamo... vamo pro quarto... rsrsr...
 
Um dia a triste notícia chegou pra Damaris: - Zé morreu, caiu um fio do poste nele, morreu pretinho eletrocutado...  A bichinha chorou, lembrou de tudo que o Zé fazia com Ela até as coisas não muito boas... na hora de arrumar o caixão, o bicho dele não baixava... e perguntaram dela e agora? Ela pensou e disse: - corta e mete no rabo dele, tá morto mesmo... não contaram conversa, cortaram e meteram no rabo do Zé... quando Ela olhou pro rosto dele tinha uma lágrima no olho esquerdo e Ela falou: - É né Zé... quando eu dizia que doía tu nem se importava, agora te lasca... rsrsr... mas eu te amo...
 
Adeus Zé.
 
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Antônio Souza
(Contos/Causos/Humor)
 

www.antonisouzaescritor.com
Antônio Souza
Enviado por Antônio Souza em 26/12/2019
Alterado em 26/12/2019
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