Antônio de Souza Filho
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O tombo dos gigantes

 
No esporte e na vida se ganha e se perde é uma máxima não resta dúvidas. Enquanto uns comemoram felizes a vitória, outros choram pela derrota. A mesma coisa disse *Jacó: - “enquanto uns choram, outros vendem lenços”. Entretanto, vencedores e perdedores quando na disputa, qualquer que seja só pensam na vitória, se preparam para ela e quase nunca vislumbram a derrota, daí o porquê das lágrimas.

Sempre entristeço quando vejo um gigante cair, mesmo sabendo que ninguém fica no topo por toda a vida, ainda assim eu lamento, não tanto por mim como torcedor ou espectador daqueles que se destacam, mas por eles próprios que se acostumaram com a vitória e de repente, vão ao nocaute.

Foi assim quando eu vi pela primeira vez, um considerado imbatível: Mike Tyson perder o mais brilhante cinturão do boxe para Holyfield, um novato praticamente naquele mundo. Embora “Tyson” fosse um lutador sem carisma, rude e cruel com fama até de mau marido, apiedei-me do infeliz. Foi um tipo de tristeza que eu senti. O chão, o barro é o pior travesseiro dos atrevidos e desonrados se eles não aprenderem assim viverão malditos, quiçá por toda a eternidade.

Na história política de nossa pátria e também pelo mundo não é diferente, por aqui muitos arrogantes e desonestos quedaram, mundo à fora há uma lista grande que vem desde a gênese bíblica até nossos dias. É verdade que aos poucos vamos aprendendo a errar menos o que nos faz esperançosos e crentes que o homem enquanto espécie, ainda é viável e dele não podemos desistir nunca.

Isso, todavia, não significa que essa espécie de tropeços humanos, hão de findar, que ninguém se iluda, eles estão sempre apostos a se reinventar e tomar o poder sob o prisma de suas próprias arrogâncias e desonestidades, a cada oportunidade que tiverem estarão novamente competindo, ainda que com outros meios e argumentos.

A provável derrota do atual Presidente do Estados Unidos deixa uma grande lição a todo o mundo. Não basta ter bons propósitos e retórica do novo, do mais favorável a si próprio, enquanto Estado/Nação, há que se pensar no mundo na humanidade e acima de tudo pleitear a humildade e buscar a harmonia do viver, somos eternos aprendizes na relação humana. Devemos respeito ao nosso semelhante e buscar acabar de vez com o preconceito de toda espécie. Educar e sermos educados é um dever que temos diuturnamente com os nossos e com toda a humanidade.

A morte ainda campeia e parece nos querer dizer muito mais do que estamos vendo ao nosso redor, entretanto fatos horrendos continuam acontecendo. Mulheres sendo humilhadas por aqueles que deveriam protegê-las, governantes desonestos se apropriando de bens destinados aos sofridos e necessitados, enfim, tristezas que poderiam ser evitadas.

Estamos com a oportunidade de exercer a nossa voz na tentativa de mudar algo, as eleições está à porta é preciso agir com seriedade. Que os bons gigantes sejam honrados e nunca quedem. É legal aplaudir um verdadeiro vencedor, busquemos o nosso.

 
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Antônio Souza
(Crônicas/Reflexão)
 

www.antoniosouzaescritor.com


 
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Antônio Souza
Enviado por Antônio Souza em 11/11/2020
Alterado em 11/11/2020
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