Carta a um amor insensato
Meu amor,
Escrevo-te entre silêncios e lembranças, como quem tenta tocar o tempo com palavras. Faz tanto — e ao mesmo tempo tão pouco — desde aquele instante em que o mundo parou e nossos olhares se entenderam sem promessas.
Lembro do riso leve, do toque incerto, da coragem doce de quem ama sem pensar. Fomos insensatos — e talvez por isso tudo tenha sido tão verdadeiro. O amor não nasceu para ser prudente.
Hoje, ainda sinto teu perfume no vento, teu nome adormece nas minhas orações, e às vezes, quando o dia se apaga, é teu rosto que vem acender minhas emoções.
Se eu pudesse voltar, não mudaria nada, nem um segundo, porque cada erro, cada loucura, foi o que fez do nosso amor um milagre breve — mas eterno.
Com saudade, de quem ainda te escreve mesmo sem saber se o coração será lido.
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Antônio Souza
(Poesias)
Interação musical
Lembranças -
Martinho da Vila e Nelson Gonçalves
https://youtu.be/focAs8RUOpc?list=RDfocAs8RUOpc