Antônio de Souza Filho
Meus Escritos
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Ano novo, novas e antigas esperanças

(Prosa poética)

 

O calendário se renova, mas o coração reconhece os mesmos desejos. Há uma luz discreta no primeiro dia do ano, como se o tempo pedisse licença para recomeçar. Trazemos no bolso promessas inéditas e, no peito, esperanças antigas que se recusam a morrer. Elas sabem esperar.

 

O ano novo chega com passos suaves, não apaga o que fomos, apenas rearruma a casa da alma. Os sonhos cansados ganham descanso, os feridos recebem curativo de fé, e os que resistiram ao tempo voltam a florescer com mais humildade. Aprendemos que recomeçar não é esquecer, é continuar com mais cuidado.

 

Entre fogos e silêncios, seguimos. O futuro não grita, ele sussurra. E quem escuta percebe: toda virada é convite — para crer de novo, amar melhor e caminhar, mesmo devagar, com esperança renovada e memória viva.

 

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Antônio Souza

(Escritor/Poeta)

Antônio Souza
Enviado por Antônio Souza em 12/01/2026
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